"Eu, o Senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei para ser a aliança com os povos, a LUZ DAS NAÇÕES, para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros, e da prisão aqueles que vivem nas trevas"
Is. 42, 6-7.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Corpus Christi

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como “Corpus Christi”, começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade belga de Liège, tendo sido alargada à Igreja universal pelo Papa Urbano IV através da bula “Transiturus”, em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes.
Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.
Do desejo primitivo de “ver a hóstia” passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na “Chirstianitas” medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.
A “comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa” (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo desaparecido a festa litúrgica do “Preciosíssimo Sangue”, a 1 de Julho.
A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que “onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo” (cân 944, §1).

Detalhando o início da Solenidade
Primeiras devoções
No final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Lieja. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na Missa e a festa do Corpus Christi.

Santa Juliana
Santa Juliana de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, foi a enviada de Deus para propiciar esta Festa. A santa nasceu em Retines perto de Liège, Bélgica em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses em Fosses e foi enterrada em Villiers.
Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que teve da Igreja que significaria a ausência dessa solenidade.
Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então bispo de Lieja, também ao douto Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácono de Lieja, mais tarde ao Papa Urbano IV.

As primeiras festas locais
O bispo Roberto ficou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, em 1246 ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte, ao mesmo tempo o Papa ordenou, que um monge de nome João escrevesse o ofício para essa ocasião. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.
Dom Roberto não viveu para ser a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte a quinta-feira posterior à festa da Santíssima Trindade. Mais tarde um bispo alemão conheceu os costume e a o estendeu por toda a atual Alemanha.

Milagres motivadores
O Papa Urbano IV, naquela época, tinha a corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto desta localidade está Bolsena, onde em 1263 ou 1264 aconteceu o Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração fosse algo real, no momento de partir a Sagrada Forma, viu sair dela sangue do qual foi se empapando em seguida o corporal. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conservam os corporais - onde se apóia o cálice e a patena durante a Missa - em Orvieto, e também se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue.

A Proclamação da Solenidade
O Santo Padre movido pelo prodígio, e a petição de vários bispos, faz com que se estenda a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da bula "Transiturus" de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes e outorgando muitas indulgências a todos que asistirem a Santa Missa e o ofício.
Em seguida, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou um ofício a São Boaventura e a Santo Tomás de Aquino; quando o Pontífice começou a ler em voz alta o ofício feito por Santo Tomás, São Boa-ventura foi rasgando o seu em pedaços.
A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 é promulgada uma recompilação de leis - por João XXII - e assim a festa é estendida a toda a Igreja.
Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.
A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adotaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida da Bélgica entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.
Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e os rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.
Finalmente, o Concílio de Trento declara que muito piedosa e religiosamente foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Nisto os cristãos expressam sua gratidão e memória por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo
Fonte: Com. Shalom

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Trindade em nós

O Relacionamento Trinitário transborda para as criaturas. Da mesma forma que as três Pessoas da Santíssima Trindade vivem um relacionamento íntimo, um diálogo de amor entre si, elas desejam viver esse diálogo com cada um de nós. O Filho que se inclina para o Pai e "permanece" um no outro (Jo 1,18). O Filho e o Espírito Santo que juntos se voltam para o Pai; Ambos enviados para uma missão, pelo Pai. Sua ação é tão unida que quase se confunde um com o outro (Rm 8,2.9-10). Tanto Jesus quanto o Espírito Santo vivem e agem em nós. Esta união dos dois se abre para a fonte comum, para o Pai (Rm 8,11; Jo 14,26). O Pai e o Espírito Santo estão unidos no amor a Cristo. A vinda de Jesus ao mundo é obra do Pai e do Espírito Santo (Lc 1,35). São os dois que orientam a caminhada de Jesus. É o Filho de Deus porque se deixa conduzir pelo Espírito Santo (Rm 8,14).

A Trindade totalmente feliz e perfeita em si mesma, não fecha dentro de si sua vida, seu bem, sua felicidade, mas quer compartilhar seus bens próprios com as suas criaturas. A Trindade deseja iniciar um diálogo com o homem. Não apenas a divindade única, mas cada uma das três Pessoas deseja ter uma relação especial com ele, levando-o a encontrar e firmar sua identidade. Deus chama à existência inúmeros seres para comunicar-lhes a bondade e a felicidade em diferentes graus e modos. Não por necessitar das criaturas, por que elas nada podem acrescentar à Sua glória e felicidade (Eclo 42 21). Não por haver nelas algum bem ou amabilidade, mas para fazê-las participantes de Seu bem. Por mais que Deus se doe às inúmeras criaturas, jamais Se esgotará, e tudo que Ele toca se transforma em bem.

Nós e o Pai
Temos uma relação especial com o Pai. Somos considerados por Ele, Seus filhos. É Cristo que nos leva a Ele: "Ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14,6). É vivendo e amando no Cristo que vivemos e amamos no Pai (Jo 16,27; Jo 14,21). Em Cristo, o Pai deseja ter essa vida de união com cada um dos seus filhos. Deseja participar e interferir na história de cada um de nós. A vida de cada homem tem muito valor para o Pai e Ele deseja cuidar dela, para isso necessita viver conosco um relacionamento íntimo e concretiza isto fazendo morada no nosso coração(Jo 14,23). Morar um no outro é a intimidade da convivência. Deus deseja conviver conosco, partilhar vidas. E este nosso relacionamento com o Pai é participado com o Filho e o Espírito Santo. Cada pequeno detalhe de nossas vidas não passa despercebido diante Dele, porque Ele nos ama.

Nós e o Filho
Jesus assim roga ao Pai: "Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: Eu neles e Tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade, e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim" (Jo 17,22s). A profunda e misteriosa união entre as três Pessoas divinas, Jesus quer vê-la prolongada em nossos corações. Nós somos para Jesus seus "irmãos" (Lc 12,4; Jo 15,15). Ele é o nosso eterno intercessor diante do Pai. Nós somos tão importantes para Ele, no Pai, que Ele deu Sua vida por cada um de nós, e destruiu o muro de inimizade entre nós e os Três. Ele nos revela o Pai e o Espírito (Jo 15,9s). São Paulo chegou a viver esta intimidade total e radical da Trindade e com a Trindade, através de Cristo: "Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim"(Gal 2,19s). O Pai e o Espírito Santo se alegram e nos impulsionam a intensificar nossa relação íntima com Cristo, pois assim intensificam nossa relação íntima com Eles.

Nós e o Espírito Santo
E como não poderia deixar de ser, nós temos também uma relação especial com o Espírito Santo. A relação do Filho com o Pai, quem nos introduz nela é o Espírito Santo: "O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse" (Jo 14,26). O Espírito Santo nos fará "conhecer", isto é, vivenciar o mistério divino. Nós somos templos do Espírito Santo e por habitar dentro de nós, por viver conosco na intimidade, nós podemos conhecê-lo e Ele pode nos ensinar profundamente (Rm 8,16). É necessário que como Jesus, nos deixemos conduzir pelo Espírito Santo para nos tornarmos filhos de Deus (Rm 8,14-16) e podermos ter essa relação íntima, filial, porque o Espírito Santo foi derramado nos nossos corações (Gal 4,6). É Ele quem nos santifica, quem nos ensina a rezar, a falar com o Pai, pelo Filho. É Ele quem socorre a nossa fraqueza e ao dialogarmos com Ele, o nosso diálogo está aberto e transparente para o Pai e o Filho.

Na Trindade encontramos nossa identidade
Esta vida de união com cada uma das Pessoas da Santíssima Trindade é a nossa realização mais profunda: "a gloriosa liberdade dos filhos de Deus"(Rm 8,21). A morada da Santíssima Trindade em nossos corações, a "permanência" com a Santíssima Trindade tem o objetivo de nos santificar e nos transformar sempre mais na imagem do Filho de Deus (Rm 8,29). Este relacionamento íntimo entre cada Pessoa da Trindade e o homem o levará a viver "pela Trindade", isto é, viver pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito, transformando-o cada vez mais semelhante ao Filho, que serve e ama o Pai no Espírito Santo. Precisamos crescer cada vez mais nesta vida de união com eles. É isto que Deus nos chama a viver.

Tome Col 3,1-3: Nossa identidade, nossa origem e nosso fim último é Deus. Numa imagem bem simples: nós só conhecemos nosso rosto quando temos um espelho. Caso não tenhamos, nunca de fato saberemos como e quem nós somos e viveremos às custas daquilo que dizem de nós ou de como os outros nos vêem. Da mesma forma nossa verdadeira identidade, imagem e rosto só podem ser vistos se temos Deus como espelho, pois Ele é o nosso criador e só Ele pode dar a vida, como já no-la deu. É na oração, na busca desse Tu que encontraremos o verdadeiro EU e teremos curadas as deformações que temos da nossa própria imagem. No seu amor Deus nos convida e chama a participarmos da mesma dinâmica que Ele tem dentro de si mesmo. Se o Pai só se reconhece como Pai no Filho, da mesma forma eu só serei verdadeiramente filho(a) de Deus, só serei pessoa íntegra, inteira e livre quando participar da vida trinitária desde agora neste mundo. Nós fomos feitos à imagem e semelhança de Deus e isso significa que nós temos com Ele a mesma relação de origem, ou seja, o amor. Cada um é único, especial e insubstituível, como nos asseguram as Escrituras (cf. Is, 43,1-5), e cada um é fruto dessa infinita e abundante criação que nunca se esgota e nunca se repete (eis aqui um argumento lógico, real e irrefutável contra a mentira da reencarnação).

A oração nos dá o verdadeiro sentido da individualidade e da autonomia que cada ser humano tem diante de Deus e diante de si mesmo. Olhando para o Pai, para Jesus e para o Espírito Santo como pessoas reais e vivas, veremos que nós também estamos nos tornando reais, pois a realidade não é Cristo?(cf. Col 2,17), no sentido pleno da palavra e portanto vivas. A oração voltada para a realidade da Trindade nos ensinará também a nos relacionarmos uns com os outros pois sendo Deus comunidade de amor, nos levará também a sê-lo. A oração verdadeira diante do Senhor nos arrancará das garras do nosso egocentrismo capaz de nos levar à morte, e nos assegurará o papel que temos a cumprir no Reino, dentro da soberana e perfeita vontade do Pai, sendo servos e transparentes uns com os outros.

Formação da Escola de Formação Shalom

Bento XVI nos fala sobre "Elogiar a Deus com a arte"

MADRI, Mai/10(ACI).- Em breve se publicará o livro sobre música que escreveu o Papa Bento XVI intitulado "Elogiar a Deus com a arte" no qual o Santo Padre "derrama sua paixão pela música e reflete sobre arte, liturgia e teologia", além de dar uma aproximação crítica a obras de grandes compositores como Schubert, Beethoven e Mozart. Conforme informa o jornal La Razón da Espanha, o livro -cuja edição em português ainda não tem data- contém uma introdução de Riccardo Muti, atual diretor do Teatro da Ópera de Roma. No texto o Santo Padre "fala de teologia, do Concílio Vaticano II, de arte e de liturgia" e considera que "a beleza das criações artísticas é uma estupenda maneira de chegar a Deus". "Há uma profunda relação entre a música e a esperança, entre o canto e a vida eterna: não em vão a tradição cristã mostra os espíritos beatos enquanto cantam em coro, tomados e extasiados da beleza de Deus. A arte autêntica, como a oração, não nos afasta da realidade de cada dia, mas sim devolve a ela para ‘regá-la’ e fazê-la germinar para que dê frutos de bem e de paz", afirma a nota que o jornal espanhol escreve a partir da informação do diário La Stampa, da Itália. No livro o Papa Bento XVI "agradece aos músicos que tocam para ele nas audiências e atos oficiais" e expressa sua paixão por seu compositor favorito, Mozart, assinalando que "deixa-me acima de tudo uma sensação de gratidão por haver-nos dado tudo isso e pelo fato de que tudo isso tenha sido dado a ele". O Santo Padre faz uma crítica da perspectiva teológica e cristã sobre grandes compositores musicais como Beethoven e o autor austríaco Schubert, dizendo sobre este último que quando inserida um texto poético em sua música produz uma "trama melódica que penetra a alma com doçura, levando a quem o escuta a sentir a mesma chamada à verdade do coração que vai mais adiante do raciocínio sentido pelo músico". Em novembro do ano passado se lançou o disco "Alma Mater", no qual o Papa Bento XVI fala e canta em cinco idiomas cantos gregorianos e marianos conhecidos. Nesse mesmo mês, sustentou um encontro com 260 artistas na Capela Sixtina no qual recordou a seus compositores a "responsabilidade de comunicar a beleza à sociedade" e sua missão de ser "anunciadores de esperança para a humanidade" através da música.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Evangelizar

De onde começar?
Quais as oportunidades que temos para evangelizar?
Quantas oportunidades Deus nos deu para evangelizar por meio da música, mas as deixamos passar, porque ainda esperamos aquela... Sabe aquela oportunidade?

Muitas vezes, nos acostumamos com as grandes coisas: missões, grupos lotados, muita gente aclamando e cantado a partir da nossa condução [musical].

Não podemos nunca nos esquecer de que Deus, muitas vezes, nos dá oportunidades aparentemente bem pequenas, mas, nelas, podem estar guardadas grandes graças para nós ou para quem escuta aquilo que estamos tocando e/ou cantando.
O inimigo de Deus coloca em nossos corações a tentação de nos animarmos muito com os grandes eventos e situações nas quais temos um som de grande potência, uma boa banda e um grande número de participantes, etc. Sim, devemos nos animar, mas devemos também, diante dessas oportunidades e dentro de nós, canalizar essa animação para a glória de Deus, agradecendo a Ele pela confiança e oportunidade.

Infelizmente, caímos no sutil erro da empolgação e acabamos por viver toda essa alegria sozinhos, esquecendo-nos da batalha que existe por trás de tudo isso e ficamos vulneráveis à ação do inimigo; na mais grave das situações, barramos totalmente a graça, a cura e o milagre para aquele povo que nos escuta, ou para nós mesmos.
Seja qual for a oportunidade que temos de exercer o nosso ministério, é um chamado que Deus nos faz. É um povo que espera, é uma batalha a ser travada e, já posso dizer, um inimigo a ser vencido ou até mesmo um meio do Senhor trabalhar nos nossos corações. Mas por trás de qualquer lugar aonde iremos tocar ou cantar, a nossa vida deve ser a primeira oportunidade de cantarmos. Por isso, devemos cantar com a vida e, para isso, precisamos ser, primeiramente, homens e mulheres de oração. Músicos ou musicistas, precisamos ser coerentes com o que cantamos e, aí sim, conseguiremos cantar a vida.

Resumindo: simplicidade, oração e coerência. Se conseguirmos viver essas três palavras, com certeza, a última delas será abundante em nós: a unção.
Volto à pergunta inicial: "De onde começar?". Começo da oportunidade que Deus me dá, com muita sabedoria e discernimento. Muitas vezes, ela é gradativa, outras vezes, é um grande susto para nós, além das nossas capacidades; outras vezes, as oportunidades desaparecem. Para cada um, Deus tem uma pedagogia, pois para Ele somos únicos.

Deixo outra pergunta: "Qual a pedagogia de Deus para você? Por que Ele escolheu você como ministro de música da Sua Igreja?
Deus abençoe você e o seu ministério!
André Florêncio
Ministro de música e missionário da Canção Nova

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O que é a Festa de Pentecostes?

Pentecostes, do grego, pentekosté, é o qüinquagésimo dia após a Páscoa. Comemora-se o envio do Espírito Santo à Igreja. A partir da Ascensão de Cristo, os discípulos e a comunidade não tinham mais a presença física do Mestre. Em cumprimento à promessa de Jesus, o Espírito foi enviado sobre os apóstolos. Dessa forma, Cristo continua presente na Igreja, que é continuadora da sua missão.

A origem do Pentecostes vem do Antigo Testamento, uma celebração da colheita (Êxodo 23, 14), dia de alegria e ação de graças, portanto, uma festa agrária. Nesta, o povo oferecia a Deus os primeiros frutos que a terra tinha produzido. Mais tarde, tornou-se também a festa da renovação da Aliança do Sinai (Ex 19, 1-16).

No Novo Testamento, o Pentecostes está relatado no livro dos Atos dos Apóstolos 2, 1-13. Como era costume, os discípulos, juntamente com Maria, mãe de Jesus, estavam reunidos para a celebração do Pentecostes judaico. De acordo com o relato, durante a celebração, ouviu-se um ruído, "como se soprasse um vento impetuoso". "Línguas de fogo" pousaram sobre os apóstolos e todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em diversas línguas.

Pentecostes é a coroação da Páscoa de Cristo. Nele, acontece a plenificação da Páscoa, pois a vinda do Espírito sobre os discípulos manifesta a riqueza da vida nova do Ressuscitado no coração, na vida e na missão dos discípulos.

Podemos notar a importância de Pentecostes nas palavras do Patriarca Atenágoras (1948-1972): "Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos". O Espírito traz presente o Ressuscitado à sua Igreja e lhe garante a vida e a eficácia da missão.

Dada sua importância, a celebração do Domingo de Pentecostes inicia-se com uma vigília, no sábado. É a preparação para a vinda do Espírito Santo, que comunica seus dons à Igreja nascente.

O Pentecostes é, portanto, a celebração da efusão do Espírito Santo. Os sinais externos, descritos no livro dos Atos dos Apóstolos, são uma confirmação da descida do Espírito: ruídos vindos do céu, vento forte e chamas de fogo. Para os cristãos, o Pentecostes marca o nascimento da Igreja e sua vocação para a missão universal.