"Eu, o Senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei para ser a aliança com os povos, a LUZ DAS NAÇÕES, para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros, e da prisão aqueles que vivem nas trevas"
Is. 42, 6-7.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O crucifíxo do Haiti




Acabo de ver a imagem do Crucifixo da Igreja Sacre Coeur du Tugeau, no Haiti, exibida pelo Fantástico, programa da Rede Globo. O templo sagrado desabou e restou aquele Crucifixo, quase intacto, grande, erguido, exposto aos olhares que banham de lágrimas as noites haitianas. As pessoas param em frente a ele, choram e rezam. Esta imagem provoca o ser pensante. Por que foi assim? Por que aquele Crucifixo resistiu ao equivalente a 30 bombas nucleares como a de
Hiroshima? E Cristo ficou ali. Parece ser aquela Sexta-Feira Santa, em Jerusalém, no alto do Calvário. Pus-me a pensar e contemplar a chocante cena. Abri as Sagradas Escrituras e pus-me a ouvir o Senhor. O Filho do Homem permaneceu naquele lugar, representado pela imagem, para dizer aos sofredores haitianos que eles não estão sozinhos. Jesus Cristo está crucificado com eles e eles com Cristo. “Suas dores são minhas dores; suas lágrimas são minhas lágrimas; seu sangue é o meu sangue. Estou na cruz despido, como vocês que agora se encontram despidos de tantos bens.” Como disse o Profeta Isaías: “a verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores” (Is 53,4). Os braços do Filho de Deus permaneceram abertos em Porto Príncipe para acolher o clamor de homens e mulheres transpassados pela lança da destruição, da fome, da sede, da perda de esperanças. O lado aberto do Cordeiro de Deus ficou ali, às margens da rua destruída, para dar descanso e consolo aos que ainda gritam por socorro debaixo dos escombros de uma cidade cujo concreto tombou sobre vidas cheias de sonhos. “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). O Crucificado resistiu às forças cósmicas para dar refúgio e abrigo aos que vagueiam pelas ruas sem destino. O Crucifixo do Haiti foi mais forte que o terremoto para manter viva na mente e coração dos que por aquela rua passarem a boa notícia: “prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão” (Jo 15,13). Ali ficou uma imagem sagrada feita de matéria, porém, ao seu lado, ficaram os corpos de homens e mulheres, que viveram até o fim o Mandamento Novo. Eles foram imagens vivas do Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. Trata-se da Dra. Zilda Arns e quinze sacerdotes presentes naquela igreja no momento da tragédia. Eles estavam juntos porque queriam amar intensamente as crianças daquela nação que esperavam por vida e vida em abundância. O Crucifixo do Haiti permanece erguido e o Espírito de Deus fala aos corações das pessoas de bem que salvam aquela sofrida gente. “Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; ... Todas as vezes que fizestes isso a um dos
menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 35-36.40).
O Crucificado ressuscitou e enviou do Pai o Espírito Santo renovando todas as coisas. Ele
ficou naquela destruída rua para dizer: “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33). Em meio ao caos da maior tragédia enfrentada pela ONU, há esperança, a luz dissipa as trevas em cada pessoa resgatada com vida, e em cada criança amparada. E o brilho volta a resplandecer nos olhos que agora choram os mortos. É a força criativa e reconstrutora do Amor estampada no Crucificado do Haiti

Padre Francisco Agamenilton Damascena
Vice-reitor do Seminário Diocesano São José
Uruaçu - GO

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Oração ao Espírito

Ó Vinde Espirito Criador, as nossas almas visitai.
e enchei nossos corações com vossos dons celestiais.

Vós sois chamado o Intercessor do Deus excelso o dom sem par,
a fonte de água viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.

Sois doador dos sete dons, e sois poder na mão do Pai,
por Ele prometido a nós, por nós seus feitos proclamai.

A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor,
nossa fraqueza encorajai, qual força eterna e protetor.

Nosso inimigo repeli, e concedei-nos vossa paz;
se pela graça nos guiais, o mal deixamos para trás.

Ao Pai e ao Filho Salvador porvós possamos conhecer.
Que procedeis do seu Amor fazei-nos sempre firmes crer.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Convide o Espírito Santo para entrar em seu ministério!


Deus vem, nos enche do Espírito Santo e realiza por meio de nós, o tempo vai passando e a gente acaba caindo na independência. Isso é um grande erro. Deus nos escolheu, meus irmãos! A luta está grande? Sim, está! Mas está só começando. Antigamente a gente cantava de qualquer jeito para Jesus, mas hoje em dia as pessoas buscam música de qualidade, querem um teatro cristão de qualidade, querem uma dança de qualidade. Mas se ficar só na qualidade não adiantará, além de qualidade é preciso ter a unção do Espírito Santo, para que as pessoas se encantem com a beleza da arte, mas também se encontrem com Deus.
Nós precisamos ter este Espírito Santo de poder e força, para sermos canais da graça aos outros, mas também precisamos d'Ele para nós mesmos, pois virão momentos em que passaremos por dificuldades em nosso ministério e é assim que seremos sustentados: pelo Espírito Santo. Haverá momentos em que nós precisaremos rezar pelo nosso irmão do ministério
Jesus sofreu muito e este é o Deus que o escolheu, que o capacita e que o unge; se Ele passou por sofrimentos, você também passará!
No ano passado minha esposa e eu resolvemos ficar grávidos e estava indo tudo bem, mas em um determinado dia ela acordou com dor de cabeça e no final daquele dia estávamos no hospital, ela havia perdido o bebê. Perdemos nosso chão, mas precisávamos passar por aquilo, Deus sabe aonde Ele quer nos levar com isso. Hoje ela já está grávida de novo.


Convide o Espírito Santo para vir para o seu ministério e quando Ele entra, Ele arruma a casa. Não tenha medo, Deus nunca entrará em sua vida para piorar, mas para trazer coisas boas a você. O Senhor não entra na nossa história para piorar, sempre para melhorar! Confia n'Aquele que o chamou e clame pelo Espírito Santo dia e noite para você e para o seu ministério!


Luiz Carvalho
Com. Recado

Evangelho de Terça Feira - 19/01

Evangelho (Mateus 2,23-28)
2ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

23Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?”
25Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. 27E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

A postura de Jesus contrastava com a dos fariseus. Estes, apegados às tradições, suspeitavam dele quando o viam atropelar, com sua liberdade, os costumes dos antigos. Era como se estivesse ferindo a sensibilidade alheia.
O Mestre admirava-se da visão estreita dos fariseus, uma vez que, nas Escrituras, já se encontravam atitudes e gestos semelhantes ao seu. Por isso, agora, recordava-lhes um fato ligado a Davi, quando este, fugindo da perseguição de Saul, foi parar num lugarejo chamado Nobe, junto ao sacerdote Aquimelec (segundo o Evangelho, Abiatar). Davi e os seus companheiros estavam com fome. Nada tendo para lhes oferecer, o sacerdote deu-lhes os pães consagrados, que só aos sacerdotes era permitido consumir. E nem por isso ficou cheio de escrúpulos ou com peso na consciência. Seu gesto foi profundamente humanitário.
Tanto no caso de Davi como no dos discípulos de Jesus, a não-observância da tradição não aconteceu por leviandade. A vida humana estava em perigo. Precisava ser salva, mesmo contrariando as convenções religiosas.
Agindo com liberdade, Jesus ensinava aos discípulos como a religião deveria ser praticada com bom senso. Certas demonstrações de fidelidade às tradições religiosas acabam se tornando um espetáculo de insensatez, quando se chocam com o direito à vida

Pe. Jadelmir Vitório

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010