"Eu, o Senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei para ser a aliança com os povos, a LUZ DAS NAÇÕES, para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros, e da prisão aqueles que vivem nas trevas"
Is. 42, 6-7.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Artista da Semana - Jake


Jake nasceu na capital de
São Paulo e iniciou sua vida musical no universo católico ainda adolecente.
De família católica Jake atuou
com a juventude em manifestações artísticas da igreja, escola e bairro.
Daí surgiu a sua admiração pela música; especialmente MPB.
Seu timbre vocal a conduziu a ritmos nordestinos e Jake foi percebendo que poderia transformar seu amor pela música em algo profissional.
Em Dezembro de 2006 Jake lançou seu primeiro CD de Axé Católico, trazendo ao público uma atitude revolucionária, se comparada aos padrões católicos. Mas a paulistana logo conquistou o público, demostrando sua alegria e irreverência. Atualmente Jake viaja todo o Brasil levando seu show a micaretas e grandes eventos.
Um dos sucessos de seu CD, a música Pó pará com pó, foi um dos rits do carnaval 2009. No circuito Barra-Ondina Jake embalou milhões de foliões com o hits, cantando em trio-elétricos. Jake entra no cenário
da música nacional com pé direito, mostrando que quem tem fé
também tem axé.

Para saber mais sobre Jake:
http://www.jake.com.br/

No carnaval, quero ser outra pessoa

O carnaval se aproxima. Um feriado prolongado e famoso no Brasil. No exterior muitos, infelizmente, reconhecem nosso país apenas a partir do futebol e do carnaval, identificando-nos somente com o chavão: futebol e samba.

Por conta disso, muitos de nós acabamos acreditando que o carnaval é uma invenção brasileira e que se resume ao que realizamos nessa época no nosso país. Isso é um engano! Porque o carnaval não é criação moderna e brasileira. Trata-se de um evento antigo e que apresenta variações em diferentes épocas e povos, inclusive em utilidade.

Utilidade? Como assim?

Isso mesmo! A maior festa popular brasileira possui outras funções, diferentes do evento social como o conhecemos. Exemplo disso é a literatura que possui um recurso chamado "carnavalização". São várias as características que nos permitem identificá-la [carnavalização] num determinado texto.

Mas quero tratar de uma em especial, porque ela está bem ligada ao que, claramente, vemos nos dias de carnaval, e além disso, ao ser usada na literatura, ela diz muito das características e dos desejos humanos – trata-se da inversão através de polos opostos.

Esse recurso é simples e algo comum na literatura e seu princípio vem do que ocorre nesses dias carnavalescos: o pobre se veste de rei; o rico se veste de mendigo; o cidadão comum se veste de artista; o famoso quer se vestir de cidadão comum...

Segundo a teoria da literatura a carnavalização acontece por um desejo de ruptura da rotina cotidiana. Um desejo de ser, pelo menos por alguns instantes (ou por alguns dias – os dias dessa festa), algo diferente do que se é o ano inteiro. E esse desejo de mudança pode, sem dúvida, nos indicar um anseio de mudança mais profunda, inerente a qualquer ser humano em alguma fase da vida.

Quantas pessoas esperam ansiosamente esse período do ano para essa mudança. Muitos vivem em função dessa espera e passam o ano todo preparando suas fantasias. E se pensarmos bem, em maiores ou menores proporções, todos nós desejamos, em determinados momentos, alguma mudança na vida.

Que esse período de carnaval seja o que a nossa opção nos disser: ser formos a alguma festa, que nos divirtamos sadiamente; se formos para um retiro, que rezemos; se formos para um recanto, que descansemos... Mas que em qualquer desses ambientes façamos uma profunda reflexão. Aproveitemos porque estaremos, de um jeito ou de outro, rodeados dessa inversão e pensemos em quais situações buscamos essa carnavalização em nossa vida.

E a partir das conclusões que tirarmos não esperemos mais momentos passageiros, como o carnaval, para fugir da realidade. Mas que possamos nos propor a mudar verdadeiramente as estruturas da rotina. Que não usemos apenas fantasias. Que não desejemos ser outra pessoa durante escassos momentos. Mas que sejamos verdadeiramente pessoas novas.

Como fazer essa mudança? Como ser uma pessoa verdadeiramente nova? A receita quem nos indica é alguém que conhecia bem festas, como o carnaval, e também conhecia as teorias literárias de seu tempo – o apóstolo Paulo. É ele quem nos afirma:

Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo! (II Cor 5,17)


Denis Duarte - Especialista em Bíblia e Cientista da Religião.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Faça a diferença no mundo!

O estudo desta semana é sobre o texto de Mateus 5, 13-16. Primeiramente, precisamos nos lembrar de que estamos no contexto das bem-aventuranças anunciadas por Jesus aos Seus discípulos no monte.

O que me chama a atenção é o tempo verbal utilizado nessa passagem: "Vós sois sal e luz"... Isso é uma afirmação. O ser humano tem o dom de ser sal e luz, pois não está escrito: "Vós podeis ser sal e luz", mas sim, "Vós sois ou você é sal e luz". Ainda que percebamos em nós defeitos, limitações, pecados... uma coisa essa passagem bíblica nos garante: nós somos sal e luz.

A questão desse texto é: o que fazemos com essa nossa capacidade de sermos sal e luz?

Um versículo me chama a atenção em relação à dinâmica dessa narrativa. Parece, inclusive, que esse versículo está fora de sintonia com o restante do texto. Trata-se do versículo 14b: "Não se pode esconder uma cidade construída sobre o monte". Contudo, ele é chave para entendermos que somos sal e que somos luz, mas que essa luz não é mérito próprio nosso, mas a luz de Deus que nos ilumina e nos chama a fazermos o mesmo.

Com esse texto, temos a certeza de que somos sal e luz, independentemente de qualquer coisa na nossa vida. Nossa função é levar o sabor e a luz por meio de nossas boas obras. Na certeza de que essa luz levada por nós, e que primeiramente nos ilumina, é a glória e a presença de Deus na nossa vida.

Ouça o estudo completo dessa passagem e compreenda melhor esse chamado e essa capacidade que Deus nos dá de sermos sal e luz para o mundo:


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O crucifíxo do Haiti




Acabo de ver a imagem do Crucifixo da Igreja Sacre Coeur du Tugeau, no Haiti, exibida pelo Fantástico, programa da Rede Globo. O templo sagrado desabou e restou aquele Crucifixo, quase intacto, grande, erguido, exposto aos olhares que banham de lágrimas as noites haitianas. As pessoas param em frente a ele, choram e rezam. Esta imagem provoca o ser pensante. Por que foi assim? Por que aquele Crucifixo resistiu ao equivalente a 30 bombas nucleares como a de
Hiroshima? E Cristo ficou ali. Parece ser aquela Sexta-Feira Santa, em Jerusalém, no alto do Calvário. Pus-me a pensar e contemplar a chocante cena. Abri as Sagradas Escrituras e pus-me a ouvir o Senhor. O Filho do Homem permaneceu naquele lugar, representado pela imagem, para dizer aos sofredores haitianos que eles não estão sozinhos. Jesus Cristo está crucificado com eles e eles com Cristo. “Suas dores são minhas dores; suas lágrimas são minhas lágrimas; seu sangue é o meu sangue. Estou na cruz despido, como vocês que agora se encontram despidos de tantos bens.” Como disse o Profeta Isaías: “a verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores” (Is 53,4). Os braços do Filho de Deus permaneceram abertos em Porto Príncipe para acolher o clamor de homens e mulheres transpassados pela lança da destruição, da fome, da sede, da perda de esperanças. O lado aberto do Cordeiro de Deus ficou ali, às margens da rua destruída, para dar descanso e consolo aos que ainda gritam por socorro debaixo dos escombros de uma cidade cujo concreto tombou sobre vidas cheias de sonhos. “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). O Crucificado resistiu às forças cósmicas para dar refúgio e abrigo aos que vagueiam pelas ruas sem destino. O Crucifixo do Haiti foi mais forte que o terremoto para manter viva na mente e coração dos que por aquela rua passarem a boa notícia: “prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão” (Jo 15,13). Ali ficou uma imagem sagrada feita de matéria, porém, ao seu lado, ficaram os corpos de homens e mulheres, que viveram até o fim o Mandamento Novo. Eles foram imagens vivas do Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. Trata-se da Dra. Zilda Arns e quinze sacerdotes presentes naquela igreja no momento da tragédia. Eles estavam juntos porque queriam amar intensamente as crianças daquela nação que esperavam por vida e vida em abundância. O Crucifixo do Haiti permanece erguido e o Espírito de Deus fala aos corações das pessoas de bem que salvam aquela sofrida gente. “Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; ... Todas as vezes que fizestes isso a um dos
menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 35-36.40).
O Crucificado ressuscitou e enviou do Pai o Espírito Santo renovando todas as coisas. Ele
ficou naquela destruída rua para dizer: “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33). Em meio ao caos da maior tragédia enfrentada pela ONU, há esperança, a luz dissipa as trevas em cada pessoa resgatada com vida, e em cada criança amparada. E o brilho volta a resplandecer nos olhos que agora choram os mortos. É a força criativa e reconstrutora do Amor estampada no Crucificado do Haiti

Padre Francisco Agamenilton Damascena
Vice-reitor do Seminário Diocesano São José
Uruaçu - GO

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Oração ao Espírito

Ó Vinde Espirito Criador, as nossas almas visitai.
e enchei nossos corações com vossos dons celestiais.

Vós sois chamado o Intercessor do Deus excelso o dom sem par,
a fonte de água viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.

Sois doador dos sete dons, e sois poder na mão do Pai,
por Ele prometido a nós, por nós seus feitos proclamai.

A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor,
nossa fraqueza encorajai, qual força eterna e protetor.

Nosso inimigo repeli, e concedei-nos vossa paz;
se pela graça nos guiais, o mal deixamos para trás.

Ao Pai e ao Filho Salvador porvós possamos conhecer.
Que procedeis do seu Amor fazei-nos sempre firmes crer.